Magia da Leitura - do Cordel ao Rap
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Origem da Literatura de Cordel
A literatura de cordel nasceu muito antes de chegar ao Brasil, lá na Europa, em países como Portugal e Espanha. Naquela época, as histórias eram impressas em folhetos simples e penduradas em cordas nas feiras, por isso o nome ‘cordel’.
Quando chegou ao Brasil, encontrou no Nordeste um solo fértil para florescer. Aqui, ganhou voz própria, ritmo, emoção e alma popular.
O cordel passou a contar histórias do povo, histórias de amor, de fé, de luta e de esperança, sempre com uma linguagem simples, rimada e cheia de sabedoria.
Mais do que leitura, o cordel é encontro. É cultura viva. É um jeito de compartilhar experiências e tocar o coração das pessoas.
E é justamente isso que buscamos na Magia da Leitura: transformar palavras em pontes, e histórias em caminhos de crescimento e conexão.
Uma das características mais bonitas do cordel é a oralidade. Ele não foi feito apenas para ser lido em silêncio, mas para ser falado, ouvido e compartilhado.
Nas feiras e encontros, os cordelistas declamam seus versos com ritmo, emoção, quase como uma canção.
Essa tradição vem da cultura popular, onde as histórias eram passadas de pessoa para pessoa, criando laços e fortalecendo a memória coletiva.
E é justamente isso que buscamos hoje, não apenas ler… mas viver a leitura, sentir, compartilhar e transformar juntos.
A literatura de cordel e o repente caminham lado a lado na cultura popular nordestina. Enquanto o cordel é escrito em versos e pode ser lido ou declamado, o repente nasce no improviso — é a poesia criada no instante, com ritmo, criatividade e emoção.
Ambos têm em comum a oralidade, a força da palavra falada e a capacidade de tocar o coração das pessoas. Podemos dizer que o cordel é a poesia que se registra no papel… e o repente é a poesia que acontece ao vivo, no calor do momento.
E os dois nos mostram o poder da palavra quando ela vem carregada de verdade e sentimento.
Quando falamos da literatura de cordel, estamos falando de uma arte que nasce da oralidade, da força da palavra falada. Essa mesma raiz dá origem ao repente, onde os cantadores improvisam versos com criatividade e emoção, no calor do momento. E se seguimos esse caminho, chegamos aos rappers brasileiros, que também usam a rima, o ritmo e a palavra para expressar a realidade, os desafios e os sonhos da vida. O que une o cordel, o repente e o rap é a essência: a palavra viva, que nasce do povo e fala para o povo. São diferentes formas, em diferentes tempos… mas com a mesma missão: tocar, despertar e transformar
Academia Brasileira de Literatura de Cordel
A Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) é uma instituição cultural brasileira dedicada à preservação, estudo e promoção da literatura de cordel, forma popular de poesia impressa tradicional do Nordeste. Fundada no Rio de Janeiro em 1988, a ABLC atua como centro de referência para essa manifestação literária, integrando poetas, pesquisadores e artistas gráficos.
Fundação: 7 de setembro de 1988
Fundador: Gonçalo Ferreira da Silva
Sede: Rio de Janeiro, Brasil
Desde sua origem, a entidade acolhe cordelistas de todo o país, promovendo intercâmbio artístico e intelectual.

Editora: Seguinte (Companhia das Letras), Ano de publicação: 2020 (2ª edição)
ISBN: 9788555341120. Páginas: 176
Editora: Seguinte (Companhia das Letras), Ano de publicação: 2020 (2ª edição)
ISBN: 9788555341120. Páginas: 176
Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis, de Jarid Arraes, reúne quinze cordéis que resgatam a trajetória de mulheres negras fundamentais para a história do Brasil, muitas vezes apagadas da escola e da mídia. A autora recupera essas memórias para celebrar figuras como Dandara, Carolina Maria de Jesus, Luisa Mahin, Tereza de Benguela, Tia Ciata e outras.
O livro mostra mulheres que lutaram por liberdade, dignidade, direitos e espaço na política, na cultura e na resistência contra a opressão. Cada cordel apresenta uma forma de coragem e humanidade, revelando diferentes estratégias de sobrevivência e luta.
Com linguagem acessível e força poética, a obra valoriza a memória, a identidade e o reconhecimento dessas heroínas, convidando o leitor a conhecer, divulgar e honrar suas histórias para inspirar as próximas gerações.
O livro é amplamente adotado em escolas e projetos de leitura por seu valor pedagógico e cultural. Além de destacar figuras históricas esquecidas, incentiva a discussão sobre identidade, gênero e raça no contexto brasileiro. Heroínas Negras Brasileiras em 15 Cordéis consolidou Jarid Arraes como uma das principais vozes contemporâneas da literatura de cordel e da escrita feminista negra no Brasil.
AmarElo
“AmarElo” é uma canção do rapper brasileiro Emicida, lançada em 2019 como faixa-título de seu álbum homônimo. Gravada em parceria com Pabllo Vittar e Majur, a música se tornou um hino contemporâneo de resistência, esperança e valorização da vida, mesclando rap, MPB e soul com forte mensagem social e espiritual.
Lançamento: 2019, Álbum: AmarElo, Colaborações: Pabllo Vittar e Majur, Gravadora: Laboratório Fantasma / Sony Music - Sample: “Sujeito de Sorte”, de Belchior
A faixa utiliza o sample icônico de Belchior: “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro” omo eixo emocional. Emicida o ressignifica como afirmação de superação e autocuidado coletivo. As vozes de Pabllo Vittar e Majur intensificam o caráter coral da canção, simbolizando diversidade e união em torno da ideia de amor como elo.
“AmarElo” surgiu em meio a debates sobre racismo, desigualdade e saúde mental no Brasil, propondo uma estética de paz e empatia. A música foi amplamente elogiada por sua produção e pela mensagem positiva, tornando-se marco cultural. Inspirou o documentário Emicida: AmarElo – É Tudo Pra Ontem, ampliando o alcance do projeto como manifesto artístico e social.
O AmarElo virou um projeto multimídia (transmídia):
🎶 Álbum
🎤 Shows históricos (como no Theatro Municipal de SP)
🎧 Podcast, vídeos e conteúdos digitais
👕 Moda (Lab Fantasma)
👉 Foi chamado pelo próprio Emicida de “experimento social”
Construindo esta aula, que demorou uns 3 meses, por motivos de força maior, escrevi este poema.
Toda noite tem um livro,
uma frase... numa fase...
Crio texto, um pretexto,
pra fluir minha emoção
e limpar meu coração.
Cada lida, uma rima...
meu diário sai do armário,
vira música... ou dilema,
vou criando meu cenário,
encontrando o meu tema.
De repente... um repente...
ou quem sabe poesia...
pra criar
minha magia.
(Márcia Aleixo)













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